Trump critica Senado por restringir poderes militares no conflito com o Irão

Trump critica Senado por restringir poderes militares no conflito com o Irão

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma resolução do Senado que procura limitar os seus poderes militares contra o Irão, argumentando que obstrui a estratégia para, como afirma, pôr fim às hostilidades.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Evelyn Hockstein - Reuters

Numa publicação na rede social que detém, a Truth Social, na terça-feira, Trump afirmou que o Irão está "em apuros" e reiterou que colocou o país numa posição de pressão em que, segundo ele, estaria disposto a negociar "praticamente qualquer coisa" com Washington.

O Presidente criticou os legisladores que apoiaram a resolução e defendeu que a iniciativa complica o trabalho do Executivo em matéria de política externa.

Trump acusou ainda parte do Congresso de "confortar o inimigo", expressão ligada na Constituição dos EUA à definição de traição, ao questionar as suas ações em relação a Teerão.

A resolução mencionada por Trump, enquadrada na Lei dos Poderes de Guerra de 1973, foi aprovada na terça-feira pela câmara alta do parlamento para restringir o uso da força militar sem autorização legislativa.

Isto numa altura de debate político em Washington sobre o alcance dos poderes presidenciais em matéria de segurança nacional e o papel do Congresso nas decisões relativas a um potencial conflito com o Irão.

A votação, aprovada por 50 votos a 48, ratifica a decisão já aprovada pela Câmara dos Representantes (câmara baixa) no início de junho contra o conflito no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro.

A decisão do Senado surgiu uma semana depois de os Estados Unidos e o Irão terem assinado um memorando de entendimento que pôs fim às hostilidades, reabriu o estreito de Ormuz e abriu um período de 60 dias para negociar um acordo nuclear e o alívio das sanções contra a República Islâmica. 

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